CENÁRIO INTERNACIONAL

Exportações brasileiras cresceram 25% com demanda dos países emergentes

O ano de 2013 foi marcado pelo forte desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura, que registraram recorde histórico de faturamento.


Exportações do Brasil
Faturamento
Volume

Total 2013
US$ 5,4 bilhões
1,2 milhão de toneladas

Crescimento 2013/2012
19%
25%

 

Entre os principais fatores que favoreceram o desempenho positivo das exportações, está a forte demanda dos países emergentes. O destaque do ano foi o crescimento de 93% nas receitas das exportações do Brasil para China/Hong Kong, de 2012 para 2013. A participação desta região no mix de exportações brasileiras saiu de 11% em 2012 para 18% em 2013, consolidando-se como segundo maior importador de carne bovina do Brasil. A Rússia manteve-se na liderança com 22%; Venezuela, Egito, Chile e Irã também mantiveram participações relevantes como principais destinos da carne bovina brasileira.

Outro fator foi a redução da participação de importantes players no comércio internacional. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, país que historicamente está entre os maiores produtores de carne bovina do mundo, houve queda de 2% na produção em 2013 em decorrência de problemas estruturais relacionados a preços dos grãos, redução do rebanho, alterações climáticas, entre outros. Importantes produtores, como os da União Europeia, também vêm perdendo competitividade por razões macroeconômicas, permitindo aos exportadores da América do Sul ampliar as vendas, com destaque para o Brasil.

 

A valorização do Dólar (US$) frente ao Real (R$) e demais moedas também foi um fator decisivo no aumento da competitividade da indústria brasileira. Em 2013, o Dólar médio valorizou-se 11%, resultado que contribuiu para elevação do preço da carne em Reais e para a melhor precificação do gado brasileiro frente aos principais concorrentes mundiais.

EXPORTAÇÕES

Diversificação de destinos compensa oscilação dos mercados

A Companhia manteve em 2013 posição de destaque entre os exportadores de carne bovina nos três países em que atua. No Paraguai, consolidou sua participação com 18% do mercado, após a aquisição do Frigomerc no final de 2012. No Uruguai, elevou sua parcela para 10%. E no Brasil, permaneceu na segunda colocação, com 18% das exportações brasileiras de carne bovina. (GRI-2.5; GRI-2.8)

No ano, as exportações foram responsáveis por aproximadamente 70% do faturamento total da Companhia. (GRI-2.5; GRI-2.8)

 

 

 

Arroba ficou 8% mais cara

 

 

Total de abates cresceu 11%

DEMANDA AQUECIDA ELEVA PREÇO DO GADO

Minerva se beneficia da distribuição geográfica das unidades

A arroba do boi (unidade de medida equivalente a 14,69 kg, utilizada no mercado de bovinos) ficou 8% mais cara em 2013 no comparativo com o ano anterior. Esta variação foi impulsionada pelo aumento da demanda interna simultaneamente ao da exportação (recorde do Brasil desde 2007), o que determinou a elevação de aproximadamente 11% no volume total de abates.

O custo com a matéria-prima (gado) é significativo para a Companhia. O preço da arroba varia em função da região e da relação entre oferta e demanda. A boa distribuição geográfica de nossas unidades, aliada à possibilidade de arbitragem regional, permite à Minerva originar matéria-prima com o menor custo possível.

Em geral, a Companhia compra gado através de operações no mercado à vista; também utiliza instrumentos do mercado futuro (BM&F) para fixar os preços do gado, protegendo tanto a si como aos criadores de gado em caso de oscilações no mercado. A média de preço por arroba de gado no mercado doméstico foi de R$102,60, no final do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2013, de acordo com dados da Cepea (Base São Paulo – Valor a Vista).

Outra estratégia para melhorar o preço de compra local é pulverizar o fornecimento: nenhum produtor forneceu à Companhia, individualmente, mais de 3% do gado adquirido no exercício social findo em 31 de dezembro de em 2013. (GRI-EC6)

ESTRUTURA DE CAPITAL

Mesmo num ambiente de deterioração cambial, a Minerva conseguiu gerar fluxo de caixa livre suficiente para compensar o efeito do câmbio na dívida denominada em dólares.

A Companhia encerrou 2013 com posição de caixa equivalente a aproximadamente R$ 1,6 bilhão, suficiente para amortizar dívidas até 2022. A dívida de curto prazo correspondia a 15% deste total. Aproximadamente 67% dos débitos estavam expostos à variação cambial, conforme política financeira.

O EBITDA chegou a R$ 551,4 milhões, 16% superior ao reportado no final de 2012. No ano, a margem ficou estável em 10,1%.

O resultado positivo apresentado pela Companhia traduziu-se em forte geração de caixa operacional, de R$ 475,2 milhões. Já a geração de fluxo de caixa livre ao acionista totalizou R$ 13,5 milhões.

Os investimentos totalizaram no ano R$ 165,6 milhões, sendo cerca de R$ 95 milhões alocados à manutenção, e R$ 71 milhões à expansão das operações.

O EBITDA chegou a R$ 551,4 milhões, aumento de 16% em relação ao reportado no final de 2012. Margem estável em 10,1%

DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO (GRI-EC1)

exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012(em milhares de reais)