GESTÃO DE RISCOS

A Administração tem metas bem definidas e se empenha para fazer da gestão de riscos uma ferramenta eficaz na produção dos resultados planejados.

A Minerva desenvolve seus negócios com profissionalismo e competência para reduzir sua exposição aos fatores de risco que podem comprometer os seus interesses e de seus stakeholders. Uma análise acurada e sistemática desses fatores é realizada com o intuito de proteger o patrimônio da empresa e assegurar o cumprimento de suas obrigações, mantendo a Companhia preparada para enfrentar adversidades e aproveitar oportunidades que possam impactar favoravelmente seu desempenho.

A Companhia publica anualmente este Relatório de Sustentabilidade que serve como instrumento de avaliação de seu desempenho de sustentabilidade. Contudo, não há uma avaliação formal deste tipo de desempenho por parte dos administrativos e membros do Conselho de Administração. (GRI 4.9)

A Companhia é exposta a determinados fatores de risco, dentre os quais citam-se:

Endividamento

O endividamento financeiro consolidado da Companhia requer que uma parcela significativa de seu fluxo de caixa seja utilizada para pagar o principal e juros relacionados ao endividamento.

Em 31 de dezembro 2013, o endividamento financeiro total consolidado da Companhia era de R$ 3.429,3 milhões sendo que deste endividamento, 85,0% era de longo prazo.

Consolidação de clientes

A consolidação dos clientes da Companhia poderia ter impacto negativo sobre seus negócios. Supermercados, clubes atacadistas e distribuidores de alimentos realizaram consolidações nos últimos anos, resultando em clientes de grande porte, sofisticados, com maior poder de compra, e, portanto, mais aptos a operar com estoques menores e exigindo preços mais baixos e produtos especificamente personalizados.

Para reduzir esse impacto, a Companhia desenvolve clientela diversificada e visa o crescimento balanceado de seus negócios nos mercados interno e externo de forma a mitigar o risco de concentração, caso haja a consolidação de seus clientes em determinada região.

Exportações

Representam uma parcela significativa de sua receita bruta de vendas. Nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2013 e de 2012, as exportações representaram 67,3% e 66,9% respectivamente, da receita bruta. A capacidade de exportar seus produtos no futuro pode ser adversamente afetada de forma relevante por fatores que estão além do controle da Companhia, tais como:

Exportações representaram 67,3% da receita bruta em 2013

Doenças

Surtos de febre aftosa e quaisquer novos surtos desta ou de outras doenças de gado que possam afetar a exportação de produtos de carne in natura e, consequentemente seus resultados operacionais.

Para reduzir o risco de doenças, todo o gado que a Companhia compra é inspecionado por veterinários e médicos do Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura do Brasil, que autoriza a produção e industrialização de carne bovina.

Custo da Matéria-Prima

As margens operacionais dependem do preço de aquisição de matéria-prima e do preço de venda de seus produtos. Os preços podem variar significativamente, como resultado de uma série de fatores como a oferta e demanda de carne e outros produtos de proteína, incluindo aves e suínos, dentre outros.

Fatores de risco para exportação

• Variações cambiais;

• Desaceleração na economia;

• Imposição ou aumento de tarifas (incluindo antidumping), barreiras sanitárias e/ou não sanitárias;

• Imposição de controles cambiais e restrições às operações cambiais;

• Greves ou outros eventos que possam afetar a disponibilidade de portos e transporte;

• Cumprimento das diferentes legislações estrangeiras; e

• Sabotagem de seus produtos.

 

Para mitigar esses riscos, as exportações da Companhia são distribuídas para aproximadamente mil e duzentos clientes, de uma centena de países, incluindo países da Europa, Oriente Médio, África e Ásia.

 

Rigorosa política para aquisição do gado contribui para a redução da exposição a riscos ambientais e operacionais

Normas ambientais

Pode produzir custos significativos o atendimento às normas ambientais e às demais autorizações necessárias à realização de suas operações, e o não cumprimento das normas ambientais pode resultar em sanções administrativas e criminais e responsabilidade por danos.

A Companhia reduz a exposição a esse risco adotando rigorosa política para aquisição do gado, a fim de cumprir as principais exigências legais, e busca obter certificações que garantem o padrão de qualidade que demandam os mercados de destino. (GRI-1.2; GRI-4.9)

No que se refere aos riscos de crédito, o Comitê de Riscos é responsável pela limitação da exposição da Companhia por parte de seus clientes e pelo mercado, utilizando-se de sua área de análise de crédito e gestão da carteira de clientes. O monitoramento do mercado por meio da análise e controle da carteira é realizado pelo Comitê em suas reuniões periódicas com a área comercial.

A supervisão e o monitoramento das diretrizes traçadas pela política de hedge são de responsabilidade da Gerência Executiva de Riscos, que é subordinada diretamente ao Diretor Presidente e ao Comitê de Riscos.

A política de hedge da Companhia é aprovada pelo Conselho de Administração e leva em consideração os dois principais fatores de risco: câmbio e boi gordo.

Uma vez identificadas às exposições da Companhia, a Tesouraria, responsável por consolidar todos os parâmetros e buscar proteção com operações no mercado de bolsa de valores, toma as decisões de modo a neutralizar e/ou mitigar os riscos aos quais a Companhia está exposta, sempre seguindo os limites determinados para a sua atuação pelo Conselho de Administração. (GRI-1.2; GRI-4.9)

Beef Desk

Dentro da estratégia de gestão de risco, a Companhia possui ainda uma estrutura formal para gerenciamento de riscos de commodities chamada de Beef Desk, coordenada pela área de Pesquisa de Mercado. Através de reuniões diárias, as áreas: comercial, de planejamento e produção, compra de gado, tesouraria e risco de mercado discutem as forças de mercado e o potencial reflexo nas curvas de preços de insumos e produtos finais, balizando a estratégia de operação no curto prazo. Várias estratégias são utilizadas com o intuito de mitigar o risco de volatilidade de preços, assim como maximização das margens. Nesta oportunidade são tomadas as decisões operacionais, comerciais e financeiras (hedge de fluxo de caixa). (GRI-1.2; GRI-4.9)

Unidade industrial e sede social em Barretos/SP

Para maiores informações sobre os demais Fatores de Risco a que a Companhia está exposta, acesse:

http://ri.minervafoods.com

(GRI-1.2; GRI-4.9)