Amadurecimento e Consolidação

Melhores práticas de Governança Corporativa, pautadas na transparência e na gestão de riscos, geram valor para o acionista e a confiança do mercado.

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo as práticas e os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade1. Veja no quadro as recomendações do IBGC:

Princípios Básicos de Governança

O IBGC lista como sendo Princípios Básicos de Governança:

• Transparência – Mais do que a obrigação de informar é o desejo de disponibilizar para as partes interessadas as informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos. A adequada transparência resulta em um clima de confiança, tanto internamente quanto nas relações da empresa com terceiros. Não deve restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, contemplando também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que conduzem à criação de valor.

• Equidade – Caracteriza-se pelo tratamento justo de todos os sócios e demais partes interessadas (stakeholders). Atitudes ou políticas discriminatórias, sob qualquer pretexto, são totalmente inaceitáveis.

• Prestação de Contas (accountability) – Os agentes de Governança devem prestar contas de sua atuação, assumindo integralmente as consequências de seus atos e omissões.

• Responsabilidade Corporativa – Os agentes de Governança devem zelar pela sustentabilidade das organizações, visando à sua longevidade, incorporando considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações.

A gestão da Minerva Foods está pautada nestes princípios que orientam o padrão de conduta e o relacionamento com os grupos de partes interessadas externos (acionistas, fornecedores, clientes, comunidade, entre outros) e internos (membros do Conselho de Administração, Executivos e demais colaboradores), os chamados stakeholders.

1 http://www.ibgc.org.br/inter.php?id=18161

"POSIÇÃO FORTE NA AMÉRICA DO SUL

Companhia contribui para região com as exportações

O eficiente modelo de gestão historicamente adotado pela Minerva Foods se consolidou e amadureceu durante o ano de 2013, mantendo o foco principal dos negócios no segmento de abate de bovinos, fortalecendo a posição da Companhia que contribui significativamente para a consolidação da América do Sul como uma das principais regiões exportadoras de carne em todo o mundo.

selo de aprovação

O reconhecimento de que a Companhia caminha no rumo certo foi o aporte de capital realizado pela International Finance Corporation (IFC) – membro do Grupo Banco Mundial, a maior instituição de desenvolvimento global voltada para o setor privado nos países em desenvolvimento.

A par de um empréstimo igualmente significativo, o investimento – relatado em detalhes na página 39 – representa um selo de aprovação para as práticas de governança e gestão que vêm sendo aplicadas. (GRI-4.12)

 Frigorífico Pulsa, no Uruguai, empresa controlada Minerva Foods.

 

Padrão diferenciado

Política de divulgação de informações orienta a forma de fazer negócios e o relacionamento com stakeholders

A Minerva segue os mais avançados padrões de governança corporativa. É uma Companhia de capital aberto sujeita às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da BM&FBovespa, onde está listada no segmento Novo Mercado.

Para atender às regras do Novo Mercado, que estabelece um padrão de governança corporativa altamente diferenciado, a Companhia se vale não apenas de instrumentos como o Estatuto Social e a Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404, de 1976) mas também adotou voluntariamente práticas adicionais à legislação, por meio de regras societárias relacionadas aos direitos dos acionistas e uma política de divulgação de informações de forma ampla e transparente, com diretrizes bem definidas e de conhecimento de todos os gestores e colaboradores para orientar a forma de fazer negócios e o relacionamento com os stakeholders.(GRI-4.6; GRI-4.8)

Diretrizes Corporativas

Missão

Fornecer globalmente alimentos de qualidade, com responsabilidade socioeconômica e ambiental. A Minerva atuará a partir de um alto nível de eficiência operacional, promovendo a equipe e valorizando seus colaboradores, cultivando respeito e confiança nas áreas de negócios em que atuar.

Visão

Ser a empresa mais eficiente, buscando sempre maximizar o retorno sobre o capital investido em todos os seus segmentos de negócios com políticas de gestão de risco adequadas.

Valores

Integridade, comprometimento, responsabilidade, iniciativa e cooperação. (GRI 4.8)

Notas de risco

 Em janeiro de 2013, a consultoria Moody’s Investors Service elevou para B1, com perspectiva estável, a Nota de Risco de Crédito atribuída à Companhia.

 Em maio, Standard & Poors elevou de B+ para BB- a Nota de Risco de Crédito Global da Minerva, enquanto o risco de crédito nacional foi de brBBB+ para brA-.

Regras do Novo Mercado

A Companhia considera que as regras estabelecidas pelo Novo Mercado da BM&F Bovespa e pela legislação brasileira são adequadas e suficientes para determinar as qualificações e conhecimentos dos membros dos Conselhos e da Diretoria Executiva sobre estratégias relacionadas aos temas econômicos, sociais e ambientais que impactam seus negócios, não tendo definido processos específicos adicionais para a realização de avaliação de desempenho de seus órgãos de administração e do Comitê de Riscos, nem de seus membros individualmente.(GRI 4.7; GRI 4.10)

Não há um mecanismo específico de identificação de conflitos de interesses no mais alto órgão de governança. Para estes casos, a Minerva aplica as regras estabelecidas pelo Novo Mercado da BM&F Bovespa e pela legislação brasileira, que considera adequadas e suficientes. Contudo, consta disposição no Estatuto Social relacionada ao tema.

O Estatuto determina a restrição ao acesso de informações ou participação de reuniões de Conselho de Administração por Conselheiro ou Suplente envolvendo assuntos que poderiam configurar interesses conflitantes dele com os da Companhia.(GRI 4.6)

Não há participação direta dos colaboradores da Minerva Foods em comissões ou outros mecanismos de representatividade com efeito sobre as decisões ou processos de governança corporativa. (GRI-4.4)

Vista aérea da planta Minerva Fine Foods em Barretos/SP.

ESTRUTURA DA GOVERNANÇA

São parte da estrutura de governança da Minerva, em consonância com as melhores práticas de Governança Corporativa, dois Conselhos: o de Administração, órgão máximo em matéria decisória, e o Fiscal. O primeiro é auxiliado por um Comitê de Riscos. O braço operacional está a cargo da Diretoria Executiva. (GRI-4.8)

Conselho de Administração

O Conselho de Administração representa os acionistas e é o órgão de deliberação colegiada da Companhia, responsável por determinar as políticas e diretrizes norteadoras dos seus negócios, como as estratégias de longo prazo. É papel do Conselho de Administração supervisionar a gestão da Diretoria, assim como discriminar atribuições, nomear e destituir diretores, além de contratar auditores independentes – de acordo com a Lei 6.404/76 e com o seu Estatuto Social, além de outras atribuições

O Conselho se reúne ordinariamente uma vez por mês, ou extraordinariamente quando convocado por qualquer integrante. Os conselheiros são eleitos, sem influência da Diretoria Executiva, pela Assembleia Geral dos Acionistas, que tem igual poder para destituí-los a qualquer tempo, com ou sem justa causa. (GRI-4.1)

A presidência do Conselho de Administração é obrigatoriamente exercida por membro sem funções executivas na Companhia. (GRI-4.2)

O mandato dos conselheiros vigente em 2013, começou em 27 de abril de 2012 e terminou em abril de 2014, quando teve início um novo ciclo que findará na Assembleia Geral Ordinária que examinará as demonstrações financeiras da Companhia referentes ao exercício que se encerrará em 31/12/2015. Em 31 de Dezembro de 2013, o Conselho tinha sete membros, com mandatos unificados de dois anos, renováveis de acordo com o Estatuto Social; o mandato de um deles, eleito em abril de 2013, estendeu-se até a Assembleia Geral Ordinária que examinou as contas relativas ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2013, além da eleição dos conselheiros para um novo mandato, que passaram então a ter prazo unificado para os oito integrantes.

Representam os acionistas minoritários 50% dos conselheiros, que são considerados independentes e participam das deliberações, tomadas por maioria de votos, como determina o Estatuto Social da Companhia. O Regulamento do Novo Mercado exige um mínimo de 20% de conselheiros independentes. Veja na página ao lado o que significa o termo “Conselheiro Independente”.

O que é Conselheiro IndepenDente

• Não tem qualquer vínculo com a Companhia, exceto a participação no capital social.

• Não é acionista controlador (conforme definido no Artigo 37 do Estatuto Social), cônjuge ou parente até segundo grau daquele, ou não ser ou não ter sido, nos últimos 3 (três) anos, vinculado a Companhia ou a entidade relacionada ao acionista controlador (ressalvadas as pessoas vinculadas a instituições públicas de ensino e/ou pesquisa).

• Não foi, nos últimos 3 (três) anos, empregado ou diretor da Companhia, do acionista controlador ou de sociedade controlada pela Companhia.

• Não é fornecedor ou comprador, direto ou indireto, de serviços e/ou produtos da Companhia, em magnitude que implique perda de independência.

• Não é funcionário ou administrador de sociedade ou entidade que esteja oferecendo ou demandando serviços e/ou produtos à Companhia, em magnitude que implique perda de independência.

• Não é cônjuge ou parente até segundo grau de algum administrador da Companhia.

• Não recebe outra remuneração da Companhia além da de conselheiro (proventos em dinheiro oriundos de participação no capital estão excluídos desta restrição).


É também considerado Conselheiro Independente aquele eleito nos termos do artigo 141, §§ 4° e 5° e artigo 239 da Lei das Sociedades por Ações. A qualificação como independente deve ser expressamente declarada na ata da Assembleia Geral que elege o conselheiro. (GRI-4.3)


Membros do Conselho em 31/12/2013

Edivar Vilela de Queiroz – Presidente

Iniciou a vida profissional no Banco do Brasil em 1962. Em 1966 fundou o Expresso Barretos Ltda., que até hoje trabalha com transporte rodoviário de gado. Em 1992, com seus irmãos, fundou a Indústria e Comércio de Carnes Minerva, onde foi Diretor Presidente de 1992 a 2007. Desde maio de 2007 é Presidente do Conselho de Administração. É também presidente do Sindfrio – Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de São Paulo e foi presidente da Abiec – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne. É bacharel em Direito pela Faculdade Municipal de Franca. O presidente do Conselho de Administração não exerce cargo ou função executiva na Companhia. (GRI-4.2)

 

Antônio Vilela de Queiroz – Vice-presidente

Iniciou a vida profissional em 1966 na Expresso Barretos Ltda., uma empresa de capital fechado do setor de transportes, onde exerce a função de sócio e diretor desde 1972. Em 1976, iniciou sua carreira como agropecuarista e fundou a Agropecuária Vilela de Queiroz Ltda. Em 1983, a Agropecuária Pimenta Bueno S.A. Ingressou como sócio da Minerva em 1992. Foi Diretor Geral da Companhia de 1992 até 2 de maio de 2007, quando passou a integrar o Conselho de Administração.

 

Ibar Vilela de Queiroz – Conselheiro

Iniciou a vida profissional em 1966 na Frota “C” Transportes de Gado Ltda., uma empresa de capital fechado de transporte de gado, onde exerce a função de sócio e diretor desde 1972. Ingressou como sócio da Companhia em 1992. De 1993 a 2011 exerceu na Minerva a função de Diretor de Suprimentos, responsável pelas compras de gado.

 

Alexandre Lahoz Mendonça de Barros – Conselheiro

Engenheiro Agrônomo pela Esalq – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP – Universidade de São Paulo (1990) e Doutor em Economia Aplicada pela mesma Esalq/USP (1999). Foi professor do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Esalq/USP, nas áreas de Macroeconomia, Desenvolvimento Econômico e Economia Agrícola, desde 1995. É Professor de Economia Agrícola da Fundação Getúlio Vargas, desde 2005. Foi membro do Conselho de Administração da Fosfértil e é membro dos Conselhos de Administração do Grupo Schoenmaker/Terra Viva, uma empresa de capital fechado do setor de agricultura, e do Grupo Otávio Lage, uma empresa de capital fechado do setor de agronegócio. Membro do Comitê de Assessoria Externa da Embrapa Pecuária Sudeste. Membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Federação da Indústria do Estado de São Paulo. É Sócio-Consultor da MB Agro, uma empresa do setor de agronegócio, e da Ruralcon Consultoria em Gestão Agropecuária, empresa de capital fechado que presta serviços de consultoria.

 

Norberto Lanzara Giangrande Jr – Conselheiro

Sócio-fundador e diretor geral da corretora Octo CTVM S/A e diretor executivo da Link Investimentos CTVM S/A. Formado em engenharia agronômica pela Esalq – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP – Universidade de São Paulo, e pós-graduado em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas. Já foi gestor das corretoras Safic e Prosper S/A. Ex-Membro do Conselho de Administração da BMF – Bolsa de Mercadorias e Futuros, e do Comitê de Ética da Anbima e atual Membro do Conselho de Administração da BBM – Bolsa Brasileira de Mercadorias.

 

João Pinheiro Nogueira Batista – Conselheiro

Economista, foi presidente da Bertin S/A, copresidente da Suzano Petroquímica, vice-presidente da Suzano Holding, CFO e DRI da Petrobras, Managing Director do Dresdner Bank Brasil. É Presidente do Conselho de Administração da Isolux Infrastructure S/A, membro do Conselho de Administração e Consultor Sênior do Grupo Cerradinho, do Latin American Agribusiness Development Corporation, e da Swiss Re Corporate Solutions Seguros S/A. Foi também Presidente do Conselho de Administração do Ibri – Instituto Brasileiro de Relações com Investidores e Vice-Presidente do Conselho de Administração do IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa.

 
>

José Luiz Rêgo Glaser – Conselheiro

Administrador pela Fundação Getúlio Vargas (1977) e mestre pelo Food Research Institute da Universidade de Stanford, EUA. Trabalha no ramo do agronegócio desde 1984 e foi diretor da Cargill Agrícola S.A, empresa de capital fechado que produz e comercializa internacionalmente produtos e serviços alimentícios, agrícolas, financeiros e industriais. Foi membro do Conselho de Administração da Abiove (Associação da Indústria de Óleos Vegetais), Anec (Associação Nacional de Exportadores de Cereais), ABTP (Associação Brasileira dos Terminais Portuários) e desde 2005 faz parte do Conselho de Administração do grupo educacional Ibmec.

 

O Conselho Fiscal tem caráter não permanente, é eleito e instalado unicamente a pedido dos acionistas em Assembleia Geral.

Conselho Fiscal

O Conselho Fiscal, conforme determina a Lei das Sociedades por Ações, é um órgão societário independente da administração e dos auditores externos, com a missão de fiscalizar as atividades da administração, rever as demonstrações financeiras da Companhia e reportar suas conclusões aos acionistas, podendo funcionar tanto de forma permanente quanto de forma não permanente.

O Conselho Fiscal da Minerva, como prevê o seu Estatuto Social, é um órgão de caráter não permanente, instalado e eleito unicamente a pedido dos acionistas da Companhia em Assembleia Geral.

Funciona no período de um ano compreendido entre a data da eleição e a data da seguinte Assembleia Geral Ordinária dos Acionistas. Os conselheiros são remunerados com, no mínimo, 10% do valor médio pago anualmente aos diretores da Companhia, não computados benefícios, verbas de representação e participação nos lucros, como prevê a Lei das Sociedades por Ações. (GRI-4.5)

O Conselho Fiscal instalado em 26 abril de 2013 a pedido da Assembleia Geral Ordinária dos Acionistas, vigente em 31 de dezembro de 2013, tinha a seguinte a composição:

Membros do Conselho Fiscal

Efetivos

• Dorival Antonio Bianchi, economista;
• Benedito da Silva Ferreira, economista e contador;
• Luiz Claudio Fontes, administrador e contador;

Suplentes

• Marcelo Scaff Padilha, advogado;
• Luiz Manoel Gomes Júnior, advogado
• Newton Klayton dos Anjos Mencinaukis, contador.

Mais informações sobre os conselheiros fiscais da Minerva Foods, na sua atual composição, bem como sobre a Diretoria e Conselho de Administração estão disponíveis em

http://ri.minervafoods.com

A remuneração dos conselheiros ocorre por meio de salário fixo ou pró-labore, o qual é corrigido anualmente de acordo com o dissídio coletivo, e um único benefício indireto, plano de saúde. A Companhia acredita que, apesar de simples, essa política de remuneração atende a seus objetivos. (GRI-4.5)

Comitê de Riscos analisa conjuntura

A Administração da Minerva constituiu, adicionalmente, um Comitê de Riscos para auxiliar o Diretor Presidente e o Conselho de Administração na implementação da política de hedge (riscos) e financeira, bem como analisar a conjuntura econômica brasileira e mundial e seus potenciais reflexos na posição financeira da Companhia.

O Comitê de Riscos não é uma estrutura estatutária e poderá ser composto de cinco a dez integrantes, entre eles o Presidente e outros membros da Diretoria Executiva, colaboradores e consultores externos, com datas de eleição/posse desde 2007. (GRI-4.1)

Em 31 de dezembro de 2013 o Comitê de Riscos era composto por seis membros:

Membros do Comitê de Riscos

• Adriana Conceição Pedroza Machado (Gerente de Operações Financeiras);

• Edison Ticle de Andrade Melo e Souza Filho (Diretor de Finanças);

• Fernando Galletti de Queiroz (Diretor Presidente);

• Francisco Castro Rodrigues Ferreira da Silva (Gerente Executivo de Riscos);

• Jairo Ronan Ferreira (Gerente Executivo Financeiro);

• e Luis Ricardo Alves Luz (Diretor Comercial e de Logística).

 

Diretoria Estatutária

A Companhia é administrada pela Diretoria e, de acordo com o seu Estatuto Social, será composta de 02 a 07 Diretores, que podem ser eleitos ou destituídos pelo Conselho de Administração a qualquer tempo. Os Diretores serão eleitos para mandatos unificados de dois anos, com possibilidade de reeleição.

Os cargos possuem designação específica: Diretor Presidente, Diretor de Finanças, Diretor de Relações com Investidores, Diretor Comercial e de Logística, Diretor Executivo e Diretor de Suprimentos, com obrigatoriedade de preenchimento dos cargos de Diretor Presidente e de Relações com Investidores.

Além das atribuições específicas descritas no Estatuto Social para cada Cargo, os diretores são responsáveis legais pela Empresa, cabendo a eles, dentre outras coisas, prática dos atos necessários ao funcionamento regular da Minerva e a consecução do objeto social, implementando as políticas e diretrizes periodicamente definidas pelo Conselho de Administração, de acordo com as deliberações da Assembleia Geral dos Acionistas.

Em 31 de dezembro de 2013, a Diretoria Estatutária era composta por seis membros, apresentados nas páginas seguintes.

Membros da Diretoria Estatutária

Fernando Galletti de Queiroz Diretor Presidente

Começou na Minerva em 1992 como Diretor Comercial e ocupa o cargo de Diretor Presidente desde maio de 2007. Antes de trabalhar na Companhia, de 1989 a 1992 foi trader da Cargill Agrícola S.A., empresa de capital fechado que produz e comercializa internacionalmente produtos e serviços alimentícios, agrícolas, financeiros e industriais, e de 1987 a 1988 foi interno da Cotia Trading S.A., empresa de capital fechado que atua no setor de logística internacional. É formado em administração de empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo FGV – Fundação Getúlio Vargas.

 

Edison Ticle de Andrade Melo e Souza Filho Diretor Financeiro

Iniciou a vida profissional em 1999 no Banco Pactual, à época um banco de capital fechado. Trabalhou também nas administradoras de investimento Constellation Asset Management, gestora de fundos e outros ativos de capital fechado, e Black River Gestão de Investimentos (Cargill), gestora de fundos e outros ativos de capital fechado do grupo Cargill. No Banco Safra, de capital fechado, exerceu a função de Head Trader da Tesouraria Proprietária. Em fevereiro de 2009, começou a trabalhar na Minerva, no cargo de Tesoureiro. A partir de 2010, assumiu também a função de Diretor de Finanças, responsável pela gestão do fluxo de caixa, investimentos proprietários, riscos financeiros e captações da Companhia. É responsável também pelas operações de tesouraria nos mercados futuros de renda fixa, derivativos e commodities.

 

Luis Ricardo Alves Luz Diretor Comercial e de Logística

Iniciou a vida profissional em 1999 na Minerva, onde atuou em várias áreas, tais como custo, PCP (Planejamento e Controle da Produção), logística internacional, Diretoria Industrial e finalmente a Diretoria de Logística. Entre agosto de 2007 e dezembro de 2008 trabalhou como Diretor Geral de Bovinos na Perdigão, companhia de capital aberto que atua na produção, no abate de aves e suínos e no processamento de produtos industrializados, elaborados e congelados de carne, além dos segmentos de congelados. Retornou à Minerva em janeiro de 2009 no cargo Diretor de Logística e desde outubro de 2009 está no cargo de Diretor Comercial e de Logística.

 

Eduardo Pirani Puzziello Diretor de Relações com Investidores

É formado em Administração de Empresas pela PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e possui MBA em Mercado de Capitais pela USP/Fipecafi. Iniciou a carreira profissional em 1998 na AON Risk Services, empresa de capital fechado que presta serviços de consultoria, administração, gestão de riscos, benefícios e programa de seguros. Trabalhou também no Bank Boston, banco de origem norte-americana com capital fechado no Brasil; Banco Santander, banco de origem espanhola de capital aberto no Brasil; Corretora Fator, corretora de valores de capital fechado; Banco Raymond James, subsidiária de capital fechado de companhia norte-americana que presta serviços financeiros diversificados; e na Votorantim Corretora, corretora de valores de capital fechado do Grupo Votorantim, onde exerceu na maior parte do tempo a função de analista de mercado Sell Side de diversos setores. De junho de 2009 a maio de 2010 exerceu a função de Superintendente de Relações com Investidores da Minerva. Retornou para a companhia em novembro de 2011, e em agosto de 2012 foi eleito Diretor de Relações com Investidores.

 

Wagner José Augusto Diretor de Suprimentos

É formado em Administração de Empresas. De 1978 a 1991 trabalhou com a família Vilela de Queiroz no Expresso Barretos Ltda., com transporte de gado. De 1991 a 1996 trabalhou na área de compra de gado no antigo frigorífico Anglo. Trabalha na Minerva desde o ano 2000. Durante oito anos atuou na gerência comercial, depois assumiu a gerência de compra de gado, e em dezembro de 2011 foi nomeado Diretor de Suprimentos, sendo responsável pelo departamento de compra de gado.

 

Frederico Alcântara de Queiroz Diretor Executivo

Formado em Administração de Empresas, possui MBA em Gestão e Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem formação acadêmica complementar em negociação e comércio exterior. Iniciou a vida profissional em 1998 no mercado financeiro. Desde 2003 trabalha na área de exportação de gado vivo da Companhia. Em abril de 2012, foi nomeado Diretor Executivo.


 

Reestruturação da Diretoria Executiva

 

Além da Diretoria Estatutária, a Minerva possui também uma Diretoria não Estatutária. A Diretoria não Estatutária passou por uma primeira reestruturação em 2012 que conferiu mais autonomia aos executivos e mais agilidade para as decisões relacionadas aos negócios. Em 2013, foram feitas novas adequações para que estes processos se tornassem ainda mais eficientes e adequados às demandas do mercado.

As quatro vice-presidências estabelecidas no ano anterior (Internacional, Brasil, Negócios Relacionados e Financeira) foram renomeadas e reorganizadas. O resultado foi a criação de sete Diretorias que se reportam diretamente à presidência. São elas:

A remuneração dos colaboradores não tem relação com o resultado econômico-financeiro da Minerva nem com seu desempenho socioambiental

 

Diretoria Não Estatutária

• Diretoria Executiva de Distribuição

• Diretoria Executiva Operacional Beef

• Diretoria Executiva Comercial Beef

• Diretoria Executiva Administrativa

• Diretoria Executiva Financeira

• Diretoria Executiva de Negócios Relacionados

• Diretoria Jurídica

Esta reestruturação traduz a evolução natural do processo que começou em 2007, quando a Minerva Foods realizou o IPO (Initial Public Offering, primeira oferta pública de ações), intensificando-se neste período a profissionalização da Companhia. (GRI-2.9)

REMUNERAÇÃO

A Companhia adota principalmente a prática de remuneração fixa para seus funcionários, Conselheiros e Diretores Estatutários. Apesar de simples, esta prática de remuneração atende a seu objetivo de atrair e reter profissionais qualificados no mercado, seja pela transparência, seja pelo fato de a sede e a maioria das filiais estarem em cidades do interior onde o custo e a qualidade de vida também são considerados atrativos. A remuneração dos colaboradores não tem relação com o resultado econômico-financeiro da Minerva nem com seu desempenho socioambiental.

O que se percebe como resultado dessa prática é que os empregados e administradores contratados normalmente se mudam com os familiares para essas cidades e trabalham na Companhia por muitos anos, o que permite à Minerva contar com pessoas qualificadas e ao mesmo tempo manter controle sobre os custos com remuneração.

A Companhia tem também um programa de remuneração variável e um plano de opção de compra de ações ordinárias destinado aos diretores estatutários e não estatutários, vicepresidentes e superintendentes, aprovado em 13 de maio de 2013.

O fato de uma parcela relevante da remuneração estar intimamente ligada à geração de resultados, e à performance das ações, pode levar os executivos a conduzir suas atividades com maior foco na geração de resultados no curto prazo.

Atualmente, a Companhia não adota políticas de avaliação de desempenho que estabeleçam mecanismos uniformes para análise de desempenho e consequente atribuição dos benefícios correspondentes em cada nível de performance dos órgãos de sua Administração ou para avaliação do desempenho de seus respectivos integrantes. (GRI 4.5)

Mais detalhes sobre as atribuições dos Conselhos e da Diretoria e os perfis de seus integrantes na aba “Governança Corporativa” do site www.minervafoods. com. (GRI 4.4.)

MELHORES PRÁTICAS

Dentre as práticas recomendadas pelo Código de Melhores Práticas do IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, além das já mencionadas a Companhia adota também as seguintes:

• Capital social da Companhia dividido somente em ações ordinárias, proporcionando direito de voto a todos os acionistas.

• Manutenção e divulgação de registro contendo a quantidade de ações que cada sócio possui, identificando-os nominalmente.

• Obrigatoriedade na oferta de compra de ações que resulte em transferência do controle societário para todos os sócios e não apenas aos detentores do bloco de controle. Todos os acionistas devem ter a opção de vender as suas ações nas mesmas condições. A transferência do controle deve ser feita a preço transparente. No caso de alienação da totalidade do bloco de controle, o adquirente deve dirigir oferta pública a todos os acionistas nas mesmas condições do controlador (tag-along);

• Conselho Fiscal instalado (atualmente na Assembleia Geral realizada em 24 de abril de 2014, durante o período do Relatório, foi instalado na Assembleia Geral realizada em 26 de abril de 2013), conforme previsão do Novo Mercado.

• Clara definição no Estatuto Social (a) da forma de convocação das Assembleias Gerais; e (b) da forma de eleição, destituição e tempo de mandato dos membros do Conselho de Administração e da Diretoria.

TRANSPARÊNCIA

A principal ferramenta de comunicação da Minerva com seus stakeholders é o site institucional

www.minervafoods.com. Entre os conteúdos adicionados ao portal, há informações detalhadas sobre a dívida da Companhia, apresentações corporativas e análises setoriais atualizadas, além de toda a documentação que deve obrigatoriamente ser publicada de acordo com as normas de Novo Mercado da BM&FBovespa e da Comissão de Valores Mobiliários do Ministério da Fazenda.

Além dessas informações na internet, em contato direto com os investidores a empresa está mais apta a responder às demandas naturais no mercado. Também publica informações não obrigatórias, mas importantes para ampliar o conhecimento que o público tem a respeito dos padrões operacionais, da sustentabilidade e da governança corporativa da Minerva.

Mais detalhes na publicação “Política de Divulgação e Negociação”, disponível no site.

 

• Transparência na divulgação pública do relatório anual da administração.

• Livre acesso às informações e instalações da Companhia pelos membros do Conselho de Administração.

• Resolução de conflitos que possam surgir entre a Companhia, seus acionistas, seus Administradores e membros do Conselho Fiscal, por meio de arbitragem; e

• Assembleia Geral com competência para deliberar sobre: (a) aumento ou redução do capital social e outras reformas do Estatuto Social; (b) eleição ou destituição, a qualquer tempo, de conselheiros de administração e conselheiros fiscais; (c) tomar, anualmente, as contas dos administradores e deliberar sobre as demonstrações financeiras; e (d) transformação, fusão, incorporação, cisão, dissolução e liquidação da sociedade. (GRI-4.4)

Site institucional atualiza análises setoriais e publica documentação obrigatória


 

GESTÃO DE RISCOS

A Administração tem metas bem definidas e se empenha para fazer da gestão de riscos uma ferramenta eficaz na produção dos resultados planejados.

A Minerva desenvolve seus negócios com profissionalismo e competência para reduzir sua exposição aos fatores de risco que podem comprometer os seus interesses e de seus stakeholders. Uma análise acurada e sistemática desses fatores é realizada com o intuito de proteger o patrimônio da empresa e assegurar o cumprimento de suas obrigações, mantendo a Companhia preparada para enfrentar adversidades e aproveitar oportunidades que possam impactar favoravelmente seu desempenho.

A Companhia publica anualmente este Relatório de Sustentabilidade que serve como instrumento de avaliação de seu desempenho de sustentabilidade. Contudo, não há uma avaliação formal deste tipo de desempenho por parte dos administrativos e membros do Conselho de Administração. (GRI 4.9)

A Companhia é exposta a determinados fatores de risco, dentre os quais citam-se:

Endividamento

O endividamento financeiro consolidado da Companhia requer que uma parcela significativa de seu fluxo de caixa seja utilizada para pagar o principal e juros relacionados ao endividamento.

Em 31 de dezembro 2013, o endividamento financeiro total consolidado da Companhia era de R$ 3.429,3 milhões sendo que deste endividamento, 85,0% era de longo prazo.

Consolidação de clientes

A consolidação dos clientes da Companhia poderia ter impacto negativo sobre seus negócios. Supermercados, clubes atacadistas e distribuidores de alimentos realizaram consolidações nos últimos anos, resultando em clientes de grande porte, sofisticados, com maior poder de compra, e, portanto, mais aptos a operar com estoques menores e exigindo preços mais baixos e produtos especificamente personalizados.

Para reduzir esse impacto, a Companhia desenvolve clientela diversificada e visa o crescimento balanceado de seus negócios nos mercados interno e externo de forma a mitigar o risco de concentração, caso haja a consolidação de seus clientes em determinada região.

Exportações

Representam uma parcela significativa de sua receita bruta de vendas. Nos exercícios sociais encerrados em 31 de dezembro de 2013 e de 2012, as exportações representaram 67,3% e 66,9% respectivamente, da receita bruta. A capacidade de exportar seus produtos no futuro pode ser adversamente afetada de forma relevante por fatores que estão além do controle da Companhia, tais como:

Exportações representaram 67,3% da receita bruta em 2013

Doenças

Surtos de febre aftosa e quaisquer novos surtos desta ou de outras doenças de gado que possam afetar a exportação de produtos de carne in natura e, consequentemente seus resultados operacionais.

Para reduzir o risco de doenças, todo o gado que a Companhia compra é inspecionado por veterinários e médicos do Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura do Brasil, que autoriza a produção e industrialização de carne bovina.

Custo da Matéria-Prima

As margens operacionais dependem do preço de aquisição de matéria-prima e do preço de venda de seus produtos. Os preços podem variar significativamente, como resultado de uma série de fatores como a oferta e demanda de carne e outros produtos de proteína, incluindo aves e suínos, dentre outros.

Fatores de risco para exportação

• Variações cambiais;

• Desaceleração na economia;

• Imposição ou aumento de tarifas (incluindo antidumping), barreiras sanitárias e/ou não sanitárias;

• Imposição de controles cambiais e restrições às operações cambiais;

• Greves ou outros eventos que possam afetar a disponibilidade de portos e transporte;

• Cumprimento das diferentes legislações estrangeiras; e

• Sabotagem de seus produtos.

 

Para mitigar esses riscos, as exportações da Companhia são distribuídas para aproximadamente mil e duzentos clientes, de uma centena de países, incluindo países da Europa, Oriente Médio, África e Ásia.

 

Rigorosa política para aquisição do gado contribui para a redução da exposição a riscos ambientais e operacionais

Normas ambientais

Pode produzir custos significativos o atendimento às normas ambientais e às demais autorizações necessárias à realização de suas operações, e o não cumprimento das normas ambientais pode resultar em sanções administrativas e criminais e responsabilidade por danos.

A Companhia reduz a exposição a esse risco adotando rigorosa política para aquisição do gado, a fim de cumprir as principais exigências legais, e busca obter certificações que garantem o padrão de qualidade que demandam os mercados de destino. (GRI-1.2; GRI-4.9)

No que se refere aos riscos de crédito, o Comitê de Riscos é responsável pela limitação da exposição da Companhia por parte de seus clientes e pelo mercado, utilizando-se de sua área de análise de crédito e gestão da carteira de clientes. O monitoramento do mercado por meio da análise e controle da carteira é realizado pelo Comitê em suas reuniões periódicas com a área comercial.

A supervisão e o monitoramento das diretrizes traçadas pela política de hedge são de responsabilidade da Gerência Executiva de Riscos, que é subordinada diretamente ao Diretor Presidente e ao Comitê de Riscos.

A política de hedge da Companhia é aprovada pelo Conselho de Administração e leva em consideração os dois principais fatores de risco: câmbio e boi gordo.

Uma vez identificadas às exposições da Companhia, a Tesouraria, responsável por consolidar todos os parâmetros e buscar proteção com operações no mercado de bolsa de valores, toma as decisões de modo a neutralizar e/ou mitigar os riscos aos quais a Companhia está exposta, sempre seguindo os limites determinados para a sua atuação pelo Conselho de Administração. (GRI-1.2; GRI-4.9)

Beef Desk

Dentro da estratégia de gestão de risco, a Companhia possui ainda uma estrutura formal para gerenciamento de riscos de commodities chamada de Beef Desk, coordenada pela área de Pesquisa de Mercado. Através de reuniões diárias, as áreas: comercial, de planejamento e produção, compra de gado, tesouraria e risco de mercado discutem as forças de mercado e o potencial reflexo nas curvas de preços de insumos e produtos finais, balizando a estratégia de operação no curto prazo. Várias estratégias são utilizadas com o intuito de mitigar o risco de volatilidade de preços, assim como maximização das margens. Nesta oportunidade são tomadas as decisões operacionais, comerciais e financeiras (hedge de fluxo de caixa). (GRI-1.2; GRI-4.9)

Unidade industrial e sede social em Barretos/SP

Para maiores informações sobre os demais Fatores de Risco a que a Companhia está exposta, acesse:

http://ri.minervafoods.com

(GRI-1.2; GRI-4.9)