ORIGEM DO GADO MONITORADA

Sistema aprimorado bloqueia fornecedores que não atendem aos compromissos

Em 2013 foram bloqueadas 148 propriedades por não atendimento dos critérios estabelecidos pela Companhia. (GRI-HR2; GRI-HR7; GRI-HR9)

T odas as compras realizadas, em qualquer de suas unidades operacionais no país, somente se concretizam após a consulta ao cadastro da propriedade de onde sairá o gado nos sítios na Internet do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis e MTE – Ministério do Trabalho e Emprego. (GRI-HR10)

Adicionalmente, a Companhia tem um sofisticado sistema de monitoramento geoespacial, em constante evolução. Foi aprimorado em 2013, tornando-se mais prático e eficaz, para identificar as compras originadas no bioma Amazônia. O monitoramento permite às áreas relacionadas a Compra de Gado e Sustentabilidade verificar se o fornecedor está em linha com os critérios estabelecidos pela Minerva para aquisição do gado.

O sistema utiliza imagens de satélite fornecidas pelo INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e as sobrepõe aos mapas das propriedades rurais. Os mapas podem ser confeccionados por empresa terceirizada para realizar o monitoramento e também para alimentar o sistema a partir do CAR – Cadastro Ambiental Rural, ou outro documento que permita a verificação das coordenadas da propriedade e o cruzamento com os dados públicos oficiais, a fim de assegurar que o gado não seja proveniente de áreas desmatadas ou relacionadas à invasão de terras indígenas e de unidades de conservação (áreas protegidas). (GRI-HR9; GRI-HR10)

Os resultados das análises realizadas pela empresa terceirizada são disponibilizados via sistema para a continuação do processo comercial de compra. Todas as fontes de verificação são oficiais, o que garante a validade do monitoramento, para maior segurança da Companhia, dos parceiros e consumidores. (GRI-HR9; GRI-HR10)

Os fornecedores que não atendam aos critérios estabelecidos ficam bloqueados no cadastro da Companhia até que apresentem evidências ou documentos que demonstrem o atendimento desses critérios. (GRI-HR7; GRI-HR9)

Além da análise realizada a cada compra, a Minerva aplica um sistema de um bloqueio prévio de fornecedores que não atendam aos critérios estabelecidos, denominado blacklist. A Companhia realiza diariamente uma carga da lista das áreas embargadas divulgada pelo Ibama. Ainda, a cada atualização da lista do Trabalho Escravo, divulgada pelo M.T.E., a mesma carga é realizada.

GESTORES SÃO TREINADOS PARA COMPRA

O sistema bloqueia automaticamente qualquer aquisição desses fornecedores, o que representa uma segurança adicional, uma vez que as consultas, independentemente deste sistema, ocorrem a cada compra.

Para assegurar os procedimentos, os gestores de compra de gado das unidades industriais e as respectivas equipes são treinados para conhecer em profundidade os critérios e procedimentos para aquisição de acordo com os compromissos assumidos. No ano de 2013, foram treinados 15 colaboradores, entre gestores, equipe de compra e sustentabilidade. (GRI-HR3)

Apesar de não haver mecanismo formal de queixas instalado, a Companhia não registrou contato em suas unidades industriais relatando reclamações sobre violação aos direitos humanos no ano de 2013. (GRI-HR11)

CONTRATOS ASSEGURAM COMPROMETIMENTO

Cláusulas impõem alinhamento de fornecedores às diversas restrições

Para assegurar o cumprimento dos compromissos da Minerva relacionados aos Direitos Humanos, todos os contratos celebrados pela Companhia incluem cláusulas específicas sobre o tema, da mesma forma que exigem o atendimento da legislação relacionada ao meio ambiente e à saúde e segurança ocupacional, sob pena de rescisão e outras penalidades. (GRI-HR1)

Constam também dispositivos sobre a obtenção e manutenção válida de todas as licenças, autorizações aplicáveis e estudos exigidos para o pleno desenvolvimento das atividades dos contratados.

DANO AMBIENTAL Contratados devem adotar as medidas cabíveis para afastar qualquer agressão, perigo ou risco de dano ambiental em suas operações.

 
 

RESTRIÇÕES SÃO RIGOROSAS

Adicionalmente, há cláusulas que impõem o atendimento às restrições legais ao emprego de menores de idade, previstas no Artigo 402 e seguintes da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, bem como no ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente. Os contratados também devem declarar que não financiam e/ou adquirem produtos da pecuária bovina de fontes incluídas nas seguintes condições restritivas:

• lista suja do trabalho escravo do MTE – Ministério do Trabalho e Emprego (Portaria 540/2004, de 15/10/2004); • relação das áreas embargadas pelo Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Portaria Ibama nº 19, de 02/07/2008 e Dec. n. 6.321/2007); • relação de áreas indígenas declaradas como invadidas pela Funai – Fundação Nacional do Índio. (GRI-HR6; GRI-HR7

As exigências são mais numerosas na compra de gado, com detalhamento e rigor nas condições de infração. Os fornecedores devem declarar, na forma contratual, que cumprem as restrições previstas nos pactos e compromissos aos quais a Minerva aderiu, anteriormente mencionados. (GRI-HR1)

AUDITORIAS

Equipe própria especializada, diretamente vinculada à Presidência, realiza auditoria interna dos procedimentos; além disso, a Minerva contrata também auditoria externa para aferição do cumprimento de alguns compromissos assumidos.

Destaca-se o Relatório Público, disponível no site da Companhia, relacionado ao Termo de Compromisso com a organização não governamental Greenpeace para Operações com Gado e Produtos Bovinos em Escala Industrial no Bioma Amazônia.

ENTIDADES SETORIAIS

Consciente de seu papel, a Companhia participa de entidades como a Abiec – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, e a Abrasca – Associação Brasileira das Companhias Abertas.

Integra também o GTPS – Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável, cujo objetivo é debater e formular, de maneira transparente, princípios, padrões e práticas comuns a serem adotados pelo setor, para o desenvolvimento de uma pecuária sustentável, socialmente justa, ambientalmente correta, e economicamente viável.

Participa, ainda, do Grupo de Trabalho do Ibama, com o objetivo de melhorar a lista de embargos.(GRI-4.13)

MITIGAR RISCOS E BUSCAR OPORTUNIDADES

Melhores práticas visam contribuir com desenvolvimento sustentável

A Companhia está em acelerado processo de desenvolvimento e em 2013 tratou os impactos socioambientais de forma a mitigar os riscos e buscar as melhores oportunidades. Entre as principais preocupações da Minerva, destacam-se os temas: saúde e segurança ocupacional, clima e meio ambiente, pessoas e sociedade.

Para cada tema, a Companhia busca constantemente as melhores práticas, de acordo com os seguintes princípios:

• cumprir a legislação vigente, aplicar o Código de Ética e o Manual do Colaborador;

• atender, de forma responsável e comprometida, os princípios e critérios de gestão socioambiental em todas as atividades;

• contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade onde está instalada;

• seguir a orientação dos órgãos competentes na implantação de novas instalações e nos processos de licenciamento. (DMA-LA; DMA-EN; DMA-SO; DMA-PR; DMA-HR; DMA-EC)

 

Instalações da Minerva Fine Foods seguem orientação de órgãos competentes

 
 

FERRAMENTA MONITORA DESEMPENHO

O pilar ambiental ganhou dimensão transversal nas atividades internas da Minerva a partir de 2010. Nesse ano, foi implantada pela gerência corporativa de meio ambiente, em todas as unidades industriais, uma ferramenta de monitoramento e gerenciamento dos KPIs ambientais (Key Performance Indicators = Indicadores-chave de Desempenho). A avaliação do desempenho ambiental é realizada pela equipe de gestão de cada unidade, que reporta os indicadores para a Diretoria.(GRI-4.9)

Trata-se de um conjunto de planilhas preenchidas pelos supervisores de meio ambiente, para acompanhar os dados abaixo indicados.

CONTEÚDOS DO DIÁRIO DE BORDO

• Dados técnicos da unidade e do sistema de tratamento de águas residuárias; (GRI-EN21)

• Dados das Licenças Ambientais, Outorgas de Captação de água e Lançamento de efluentes líquidos tratados, e atendimento das condicionantes técnicas;

• Monitoramento dos KPIs (Key Performance Indicators, ou Indicadores-Chave de Desempenho) Ambientais: consumo de água, geração de efluentes, qualidade do efluente líquido, qualidade do corpo receptor, custos e receitas operacionais, recuperação de óleos e graxas em sistemas físico-químicos de tratamento; GRI-EN21; GRI-EN8)

• Gráficos de desempenho (dashboard);

• Controle de geração e destinação de resíduos sólidos;

• Controle de produtos químicos usados em sistemas físico-químicos de tratamento;

• Controle de produtos biológicos usados nos sistemas de tratamento; e

• Controle de parâmetros diários de sólidos sedimentáveis no sistema biológico de tratamento.

 

Os dados coletados fornecem subsídios técnicos para estabelecer estratégias e rentabilizar o investimento realizado em manutenção e ações corretivas, garantindo a operação eficiente dos sistemas e equipamentos de controle de poluição ambiental.

Em 2013, o investimento nesse item foi de R$ 819.934,80 para as unidades industriais, tendo como resultado a melhora no monitoramento do lançamento de efluentes, emissões atmosféricas e gerenciamento de resíduos sólidos, além de garantir a redução do lançamento de carga orgânica em corpos hídricos receptores e lençóis freáticos. O gerenciamento é uma forma de assegurar que todos os padrões e limites especificados na legislação vigente sejam respeitados, além de mitigar os potenciais impactos da atividade junto à comunidade local das unidades industriais no Brasil. GRI-SO9; GRI-SO10)

INVESTIMENTO NOS SISTEMAS E EQUIPAMENTOS DE CONTROLE AMBIENTAL (em R$) (GRI-EN30)


 

INVESTIMENTOS EM GESTÃO AMBIENTAL E QUALIDADE (em R$) (GRI-EN30)


 

 

GESTÃO DE RISCOS AMBIENTAIS

Uma das preocupações da Diretoria Industrial é a gestão eficaz dos riscos ambientais. Programas de ações preventivas para redução dos riscos decorrentes das atividades da Companhia receberam em 2013 investimentos de R$ 1.873.649,00, para as unidades industriais no Brasil.