UM NOVO MODELO DE GESTÃO

Responsabilidade sobre o produto, monitoramento constante e investimento em processos para produzir mais com menor impacto ambiental criam mais valor para o acionista.

 

Desenvolvimento sustentável foi definido de maneira inovadora ano de 1987 no relatório “Nosso Futuro Comum”, da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida ainda como Comissão Brundtland1, que propõe que, para ser sustentável, é necessário criar mecanismos que atendam às necessidades do presente sem impedir as gerações futuras de suprirem suas próprias necessidades.

Posteriormente, John Elkington2 criou um conceito que propõe a harmonização entre os pilares econômico, social e ambiental, o chamado tripé da sustentabilidade, ou triple bottom line. Esse tripé se refere a todas as relações entre a sociedade, as organizações e seus interesses.

A Minerva entende a sustentabilidade como um novo modelo de gestão corporativa, aplicando em seu cotidiano o conceito desenvolvido por John Elkington, para cumprir sua missão: “Fornecer globalmente alimentos de qualidade, com responsabilidade socioeconômica e ambiental”, o que se aprimora a cada ano. (GRI-4.8)

A Companhia mantém elevados padrões de governança e transparência. Gerencia as operações de modo a evitar, mitigar e administrar impactos e riscos, buscando sempre a eficiência operacional, a segurança e a saúde dos colaboradores, o controle ambiental, a qualidade dos produtos industrializados em condições sanitárias adequadas, em conformidade com padrões internacionais, sem esquecer o bemestar animal. (DMA-EN; GRI-1.2)

Condições sanitárias seguem padrões internacionais

A Minerva Foods respeita integralmente as normas expedidas pelos órgãos reguladores, assim como a legislação aplicável, procurando assim atender, de forma responsável e comprometida, os princípios e critérios de gestão ambiental em todas as unidades. (DMA-EN)

Para garantir a qualidade e a higiene dos alimentos, a Minerva adota boas práticas nas operações e processos. Em razão dessa política, recebeu as certificações globais de segurança alimentar (HACCP e BRC Food), as quais asseguram que a totalidade da produção nas unidades certificadas atende aos ditames da norma. Confirmam o atendimento às normais internacionais as auditorias anuais realizadas por certificadoras autorizadas como a WQS – World Quality Services. (GRI-4.12)

Certificações Globais

HACCP – Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle das ameaças à saúde humana nos processos industriais em linha com o código internacional de Princípios Gerais de Segurança Alimentar. As unidades certificadas HACCP são Rolim de Moura/RO, Batayporã/ MS, Araguaína/TO.

 

BRC Food – Conjunto de normas de qualidade e segurança para a produção de alimentos elaborado pelo BRC – British Retail Consortium. Possuem certificações BRC Food as unidades de Barretos/SP, José Bonifácio/SP e Palmeiras de Goiás/GO). (GRI-4.12; GRI-PR1)

 

1 - http://www.onu.org.br/a-onu-em-acao/a-onu-e-o-meio-ambiente/

2 - http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?
cd_materias=8484

 

APOIO AOS FORNECEDORES

Conhecimento das condições de mercado é patrimônio compartilhado

 

O gado é a principal matéria-prima da Minerva Foods, o que torna fundamental a parceria com os fornecedores. A Companhia acompanha e instrui pecuaristas na aplicação de técnicas para melhorar a produtividade das fazendas sem aumentar as áreas de pastagem. São realizadas também pesquisas de campo a fim de otimizar a utilização dos recursos naturais pelos pecuaristas. Para isso, disponibiliza ferramentas para oferecer aos fornecedores informações necessárias à qualificação da matéria-prima de maneira sustentável. Veja a seguir algumas dessas ferramentas.

Atendimento on line

Os parceiros da Minerva têm à disposição canais de comunicação direta com a Companhia como o Serviço de Atendimento aos Fornecedores (SAF), por meio do qual os pecuaristas podem esclarecer dúvidas e enviar sugestões. Em 2013, o SAF recebeu 82 questionamentos, dúvidas, críticas ou sugestões dos produtores.

Pecuaristas têm acesso ao SAF via twitter @minervaresearch ou e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

O serviço é de responsabilidade do departamento de Pesquisa de Mercado, que tem entre suas atribuições a de estreitar o relacionamento com os fornecedores e auxiliar seu desenvolvimento. O SAF também produz e envia aos cadastrados informativos relevantes para a atividade pecuária.

UM LAÇO DE CONFIANÇA

Foram enviados por e-mail 121 relatórios ao longo de 2013, com as tendências de clima, de mercado, pesquisas de confinamento, convites de eventos, divulgação de resultados e outros. Mais 41 pecuaristas passaram a integrar o mailing da Minerva no período, aumentando para 2040 o número de fornecedores cadastrados que recebem sistematicamente essas informações.

O envio de análises e informações aproxima a Companhia de seus fornecedores, na medida em que o conhecimento das condições do mercado se torna um patrimônio comum, viabilizando negociações mais transparentes e ágeis com menor risco para todos. As publicações hospedadas no site ((www.minervafoods.com) e enviadas por e-mail aos pecuaristas possuem um slogan que demonstra claramente o foco da Companhia em estreitar a relação com os fornecedores: “Pecuarista & Minerva, um laço de confiança”. (GRI-4.16)

INFORMAÇÃO COMPARTILHADA


Pesquisa de Confinamento – informa as tendências do crescente mercado de confinamento por região, incluindo a intenção dos fazendeiros de manter ou aumentar esse tipo de operação, de acordo com as informações obtidas pelos extensionistas;


Relatório de boi a termo – tendência dos mercados de boi gordo, proteínas, concorrentes e grãos


Artigos – são análises setoriais que visam ampliar a compreensão do fornecedor a respeito dos movimentos do mercado


Relatório de Resultados Minerva – resultados trimestrais divulgados em linguagem simplificada e resumida


Relatório de Clima – apresenta as variações climáticas por região, de forma resumida, com ênfase nas condições de umidade do solo, em linguagem apropriada para orientação da atividade pecuária.


 

INTERAÇÃO AMPLIA INFLUÊNCIA

Contato permanente com pecuaristas visa qualificar produção

O programa “Minerva Falando de Pecuária” é outra importante ferramenta de interação com os fornecedores. Trata-se de palestras complementares às visitas de campo, promovidas nas unidades industriais para grupos de cerca de 50 pecuaristas. Nos encontros são abordados temas como “Mercado e modalidades de negociação”, “Qualidade da carne e exigências de mercado”, “Orientações legais para regularizar as fazendas”, “Sustentabilidade”, entre outros

Em 2013, foram realizados sete encontros. A Minerva atuou para se tornar mais assertiva em relação aos assuntos abordados, adequando os temas à realidade de cada região. Para isso, estruturou diagnósticos realizados pelos compradores contendo sugestões enviadas pelos próprios pecuaristas.

Este programa é especialmente relevante para a Minerva, pois as palestras são também uma oportunidade para que a Companhia compartilhe com este público o que faz com o produto que ele fornece (ou pretende fornecer), o que está fora dos padrões de consumo e o que precisa ser melhorado. Além disso, é uma forma de manter estes produtores atualizados em relação às exigências do mercado, dando subsídios para que se tornem mais competitivos. (GRI-4.16; GRI-4.17)

 

 

PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS

A Minerva considera a participação ativa em eventos uma ferramenta importante para maior interação com os fornecedores e com os demais agentes do setor. A Companhia organiza palestras e fóruns próprios, patrocina eventos de terceiros e participa enviando palestrante para compartilhar experiências, principalmente relacionadas às práticas de sustentabilidade, e assim exercer influência no segmento.

Em 2013, essa estratégia se fortaleceu: a Minerva esteve presente em 30 eventos relacionados à pecuária, tendo organizado sete deles. Um total estimado em 9 mil pessoas tiveram acesso a eventos realizados em oito Estados (São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará, Mato Grosso e Rondônia), resultando em aumento expressivo em comparação ao público de 2012, que se estimou em cerca de 300 pessoas.

Além da sustentabilidade, entre os temas dos eventos foram abordados o aumento da produtividade na criação bovina, a qualidade da carne, o acesso aos mercados e modalidades de negociação, especialmente boi a termo. (GRI-4.16; GRI-4.17)

CIRCUITO FEICORTE

A Minerva foi uma das patrocinadoras do Circuito Feicorte Nutrition for Tomorrow 2013, evento que leva informação e tecnologia aos pecuaristas. Cinco cidades integraram o circuito: Cuiabá/MT, Campo Grande/MS, Palmas/TO, Ji-Paraná/RO e Paragominas/PA). Os debates abordaram temas como mercado mundial da carne, influência do clima na pecuária, tecnologia de melhoramento de desempenho, bem-estar animal e ética. (GRI- 4.16; GRI-4.17)

SEMANA DO MEIO AMBIENTE

Um evento que tem cada vez mais prestígio na Companhia é a Semana do Meio Ambiente, que em 2013 teve como foco a realização de campanhas de conscientização para redução do consumo de água nas unidades industriais, em complemento aos treinamentos periódicos relacionados ao tema. Em Palmeiras de Goiás (GO) e Batayporã (MS), alunos das escolas municipais foram estimulados a participar do concurso de fotografias para mostrar hábitos que levam ao desperdício de água. O mesmo concurso foi realizado com os funcionários em Rolim de Moura (RO).

No Paraguai, a Frigomerc capacitou suas lideranças, que repassaram os conhecimentos às equipes utilizando ferramentas como vídeos e apresentações.

Os eventos foram realizados nas instalações da Companhia, que também recebe a visita de estudantes. (GRI-4.14; GRI-4.16; GRI-SO1)

PRESENÇA NA FESTA DO PEÃO

De acordo com a professora Amélia Hamze, educadora da Unifeb/Cetec e Fiso de Barretos3, a tradicional e mundialmente conhecida Festa do Peão de Boiadeiro é a maior do interior paulista, gera grande número de empregos diretos e indiretos e abre novas perspectivas sociais como resultado do desenvolvimento econômico e cultural da região.

A Minerva aproveita para intensificar o relacionamento com seus stakeholders, em eventos especiais que promove durante a festa:

• Minerva Day para seus investidores, com palestras e apresentação de vídeos;

• Dia do Pecuarista, especialmente desenhado para receber seus principais fornecedores e familiares;

• Minerva Logistics, reservado para alguns de seus prestadores de serviços. GRI-4.14; GRI-4.16)

Minerva promove eventos especiais durante a Festa do Peão de Barretos

 

3 http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/peao-boiadeiros.htm

 

INSTRUÇÃO NO CAMPO

Equipe instrui pecuaristas sobre melhores práticas de sustentabilidade

 

Mais de 25 mil pecuaristas cadastrados

O utra importante ferramenta utilizada pela Companhia é o trabalho realizado pelas equipes de campo, alocadas em cada uma das unidades industriais. O fato de os fornecedores estarem, em média, cerca de 300 quilômetros distantes da unidade industrial possibilitou o desenvolvimento e consolidação deste trabalho que visa instruir o pecuarista, por exemplo, sobre o controle de resíduos de vermífugos, obediência à data de validade de produtos veterinários, a importância do bem-estar animal para melhorar a qualidade e a aceitação da carne pelos consumidores etc.

PECUÁRIA SUSTENTÁVEL

Se o gado é a principal matéria-prima das operações industriais e comerciais da Minerva, é natural que o tema Pecuária Sustentável seja tratado de forma prioritária. Subordinada à Diretoria Jurídica, a Gerência de Sustentabilidade é a responsável pela gestão, dentre outros temas, das ações relacionadas à Pecuária Sustentável e também do cumprimento dos Pactos e Compromissos publicamente assumidos (veja no quadro Compromissos).

 

 

VISITAS DE CAMPO 4597 fazendas em 2013 4673 fazendas em 2012

Adicionalmente, as equipes de campo auxiliam o departamento de sustentabilidade na conscientização dos pecuaristas sobre os critérios assumidos pela Companhia, abaixo mencionados, além das informações e documentos necessários para o fornecimento do gado.(GRI-PR1)

 

PRODUTIVIDADE REDUZ DESMATAMENTO

A Companhia instrui e acompanha pecuaristas na aplicação de técnicas para melhorar a produtividade das fazendas, sem aumentar as áreas de pastagem, assim freando a pressão sobre as florestas.

Em linha com seus compromissos com a pecuária sustentável, que visam garantir a origem do gado de forma responsável, a Minerva somente adquire matéria-prima que não advenha de fornecedores envolvidos com desmatamento, trabalho escravo e infantil, áreas embargadas pelo Ibama, invasão de terras indígenas, unidades de conservação (áreas protegidas), conflitos agrários e violência no campo.

 

ORIGEM DO GADO MONITORADA

Sistema aprimorado bloqueia fornecedores que não atendem aos compromissos

Em 2013 foram bloqueadas 148 propriedades por não atendimento dos critérios estabelecidos pela Companhia. (GRI-HR2; GRI-HR7; GRI-HR9)

T odas as compras realizadas, em qualquer de suas unidades operacionais no país, somente se concretizam após a consulta ao cadastro da propriedade de onde sairá o gado nos sítios na Internet do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis e MTE – Ministério do Trabalho e Emprego. (GRI-HR10)

Adicionalmente, a Companhia tem um sofisticado sistema de monitoramento geoespacial, em constante evolução. Foi aprimorado em 2013, tornando-se mais prático e eficaz, para identificar as compras originadas no bioma Amazônia. O monitoramento permite às áreas relacionadas a Compra de Gado e Sustentabilidade verificar se o fornecedor está em linha com os critérios estabelecidos pela Minerva para aquisição do gado.

O sistema utiliza imagens de satélite fornecidas pelo INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e as sobrepõe aos mapas das propriedades rurais. Os mapas podem ser confeccionados por empresa terceirizada para realizar o monitoramento e também para alimentar o sistema a partir do CAR – Cadastro Ambiental Rural, ou outro documento que permita a verificação das coordenadas da propriedade e o cruzamento com os dados públicos oficiais, a fim de assegurar que o gado não seja proveniente de áreas desmatadas ou relacionadas à invasão de terras indígenas e de unidades de conservação (áreas protegidas). (GRI-HR9; GRI-HR10)

Os resultados das análises realizadas pela empresa terceirizada são disponibilizados via sistema para a continuação do processo comercial de compra. Todas as fontes de verificação são oficiais, o que garante a validade do monitoramento, para maior segurança da Companhia, dos parceiros e consumidores. (GRI-HR9; GRI-HR10)

Os fornecedores que não atendam aos critérios estabelecidos ficam bloqueados no cadastro da Companhia até que apresentem evidências ou documentos que demonstrem o atendimento desses critérios. (GRI-HR7; GRI-HR9)

Além da análise realizada a cada compra, a Minerva aplica um sistema de um bloqueio prévio de fornecedores que não atendam aos critérios estabelecidos, denominado blacklist. A Companhia realiza diariamente uma carga da lista das áreas embargadas divulgada pelo Ibama. Ainda, a cada atualização da lista do Trabalho Escravo, divulgada pelo M.T.E., a mesma carga é realizada.

GESTORES SÃO TREINADOS PARA COMPRA

O sistema bloqueia automaticamente qualquer aquisição desses fornecedores, o que representa uma segurança adicional, uma vez que as consultas, independentemente deste sistema, ocorrem a cada compra.

Para assegurar os procedimentos, os gestores de compra de gado das unidades industriais e as respectivas equipes são treinados para conhecer em profundidade os critérios e procedimentos para aquisição de acordo com os compromissos assumidos. No ano de 2013, foram treinados 15 colaboradores, entre gestores, equipe de compra e sustentabilidade. (GRI-HR3)

Apesar de não haver mecanismo formal de queixas instalado, a Companhia não registrou contato em suas unidades industriais relatando reclamações sobre violação aos direitos humanos no ano de 2013. (GRI-HR11)

CONTRATOS ASSEGURAM COMPROMETIMENTO

Cláusulas impõem alinhamento de fornecedores às diversas restrições

Para assegurar o cumprimento dos compromissos da Minerva relacionados aos Direitos Humanos, todos os contratos celebrados pela Companhia incluem cláusulas específicas sobre o tema, da mesma forma que exigem o atendimento da legislação relacionada ao meio ambiente e à saúde e segurança ocupacional, sob pena de rescisão e outras penalidades. (GRI-HR1)

Constam também dispositivos sobre a obtenção e manutenção válida de todas as licenças, autorizações aplicáveis e estudos exigidos para o pleno desenvolvimento das atividades dos contratados.

DANO AMBIENTAL Contratados devem adotar as medidas cabíveis para afastar qualquer agressão, perigo ou risco de dano ambiental em suas operações.

 
 

RESTRIÇÕES SÃO RIGOROSAS

Adicionalmente, há cláusulas que impõem o atendimento às restrições legais ao emprego de menores de idade, previstas no Artigo 402 e seguintes da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, bem como no ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente. Os contratados também devem declarar que não financiam e/ou adquirem produtos da pecuária bovina de fontes incluídas nas seguintes condições restritivas:

• lista suja do trabalho escravo do MTE – Ministério do Trabalho e Emprego (Portaria 540/2004, de 15/10/2004); • relação das áreas embargadas pelo Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Portaria Ibama nº 19, de 02/07/2008 e Dec. n. 6.321/2007); • relação de áreas indígenas declaradas como invadidas pela Funai – Fundação Nacional do Índio. (GRI-HR6; GRI-HR7

As exigências são mais numerosas na compra de gado, com detalhamento e rigor nas condições de infração. Os fornecedores devem declarar, na forma contratual, que cumprem as restrições previstas nos pactos e compromissos aos quais a Minerva aderiu, anteriormente mencionados. (GRI-HR1)

AUDITORIAS

Equipe própria especializada, diretamente vinculada à Presidência, realiza auditoria interna dos procedimentos; além disso, a Minerva contrata também auditoria externa para aferição do cumprimento de alguns compromissos assumidos.

Destaca-se o Relatório Público, disponível no site da Companhia, relacionado ao Termo de Compromisso com a organização não governamental Greenpeace para Operações com Gado e Produtos Bovinos em Escala Industrial no Bioma Amazônia.

ENTIDADES SETORIAIS

Consciente de seu papel, a Companhia participa de entidades como a Abiec – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, e a Abrasca – Associação Brasileira das Companhias Abertas.

Integra também o GTPS – Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável, cujo objetivo é debater e formular, de maneira transparente, princípios, padrões e práticas comuns a serem adotados pelo setor, para o desenvolvimento de uma pecuária sustentável, socialmente justa, ambientalmente correta, e economicamente viável.

Participa, ainda, do Grupo de Trabalho do Ibama, com o objetivo de melhorar a lista de embargos.(GRI-4.13)

MITIGAR RISCOS E BUSCAR OPORTUNIDADES

Melhores práticas visam contribuir com desenvolvimento sustentável

A Companhia está em acelerado processo de desenvolvimento e em 2013 tratou os impactos socioambientais de forma a mitigar os riscos e buscar as melhores oportunidades. Entre as principais preocupações da Minerva, destacam-se os temas: saúde e segurança ocupacional, clima e meio ambiente, pessoas e sociedade.

Para cada tema, a Companhia busca constantemente as melhores práticas, de acordo com os seguintes princípios:

• cumprir a legislação vigente, aplicar o Código de Ética e o Manual do Colaborador;

• atender, de forma responsável e comprometida, os princípios e critérios de gestão socioambiental em todas as atividades;

• contribuir para o desenvolvimento sustentável da sociedade onde está instalada;

• seguir a orientação dos órgãos competentes na implantação de novas instalações e nos processos de licenciamento. (DMA-LA; DMA-EN; DMA-SO; DMA-PR; DMA-HR; DMA-EC)

 

Instalações da Minerva Fine Foods seguem orientação de órgãos competentes

 
 

FERRAMENTA MONITORA DESEMPENHO

O pilar ambiental ganhou dimensão transversal nas atividades internas da Minerva a partir de 2010. Nesse ano, foi implantada pela gerência corporativa de meio ambiente, em todas as unidades industriais, uma ferramenta de monitoramento e gerenciamento dos KPIs ambientais (Key Performance Indicators = Indicadores-chave de Desempenho). A avaliação do desempenho ambiental é realizada pela equipe de gestão de cada unidade, que reporta os indicadores para a Diretoria.(GRI-4.9)

Trata-se de um conjunto de planilhas preenchidas pelos supervisores de meio ambiente, para acompanhar os dados abaixo indicados.

CONTEÚDOS DO DIÁRIO DE BORDO

• Dados técnicos da unidade e do sistema de tratamento de águas residuárias; (GRI-EN21)

• Dados das Licenças Ambientais, Outorgas de Captação de água e Lançamento de efluentes líquidos tratados, e atendimento das condicionantes técnicas;

• Monitoramento dos KPIs (Key Performance Indicators, ou Indicadores-Chave de Desempenho) Ambientais: consumo de água, geração de efluentes, qualidade do efluente líquido, qualidade do corpo receptor, custos e receitas operacionais, recuperação de óleos e graxas em sistemas físico-químicos de tratamento; GRI-EN21; GRI-EN8)

• Gráficos de desempenho (dashboard);

• Controle de geração e destinação de resíduos sólidos;

• Controle de produtos químicos usados em sistemas físico-químicos de tratamento;

• Controle de produtos biológicos usados nos sistemas de tratamento; e

• Controle de parâmetros diários de sólidos sedimentáveis no sistema biológico de tratamento.

 

Os dados coletados fornecem subsídios técnicos para estabelecer estratégias e rentabilizar o investimento realizado em manutenção e ações corretivas, garantindo a operação eficiente dos sistemas e equipamentos de controle de poluição ambiental.

Em 2013, o investimento nesse item foi de R$ 819.934,80 para as unidades industriais, tendo como resultado a melhora no monitoramento do lançamento de efluentes, emissões atmosféricas e gerenciamento de resíduos sólidos, além de garantir a redução do lançamento de carga orgânica em corpos hídricos receptores e lençóis freáticos. O gerenciamento é uma forma de assegurar que todos os padrões e limites especificados na legislação vigente sejam respeitados, além de mitigar os potenciais impactos da atividade junto à comunidade local das unidades industriais no Brasil. GRI-SO9; GRI-SO10)

INVESTIMENTO NOS SISTEMAS E EQUIPAMENTOS DE CONTROLE AMBIENTAL (em R$) (GRI-EN30)


 

INVESTIMENTOS EM GESTÃO AMBIENTAL E QUALIDADE (em R$) (GRI-EN30)


 

 

GESTÃO DE RISCOS AMBIENTAIS

Uma das preocupações da Diretoria Industrial é a gestão eficaz dos riscos ambientais. Programas de ações preventivas para redução dos riscos decorrentes das atividades da Companhia receberam em 2013 investimentos de R$ 1.873.649,00, para as unidades industriais no Brasil.

 

USO DOS RECURSOS NATURAIS

Monitoramento do consumo e descarte adequado no ambiente seguem rigorosos padrões

 

A água utilizada nas atividades da Minerva destina-se principalmente à limpeza das áreas de produção e esterilização de equipamentos. A qualidade da água de abastecimento atende às portarias do Ministério da Saúde e resoluções específicas do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Para economia deste recurso tão precioso, a Companhia realiza, de forma contínua, manutenção preventiva para redução de vazamentos e, sempre que possível, troca os equipamentos por modelos mais modernos e de menor consumo. Em 2013, as unidades industriais da Minerva consumiram no total 4.756.516 m³ de água, volume 1% maior que o consumo industrial de 2012. (GRI-EN8)

EFICIÊNCIA NO TRATAMENTO DE EFLUENTES

Monitoramento mensal busca melhoria contínua

Todos os efluentes líquidos lançados pela Minerva no ambiente são mensalmente monitorados por amostragem para que a Companhia acompanhe a eficiência de seus sistemas de tratamento e aplique medidas para melhoria contínua dos processos. As águas subterrâneas e os corpos hídricos receptores impactados por esses lançamentos também são monitorados mensalmente, ou de acordo com as exigências definidas nas Licenças Ambientais. O solo é monitorado também nas unidades onde é realizada a fertirrigação, ou seja, a irrigação do solo com efluente líquido tratado e rico em nutrientes. Em 2013, foram investidos nesse processo R$ 102 mil nas unidades industriais da Companhia.

 
 

CONSUMO ANUAL DE ÁGUA (em m³)


2013
2012
2011

4.756.516
4.709.310
4.828.235

 

Efluentes Líquidos

Todo o efluente líquido gerado nas atividades industriais das unidades Minerva passa por Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs), nas quais é submetido a tratamentos físicos, químicos e biológicos. Os produtos gerados no processo têm destinação adequada, sendo a borra (oriunda da centrifugação) enviada para compostagem, o óleo animal ou “sebo ácido” enviado para queima nas caldeiras, como combustível alternativo, e a água encaminhada para tratamento secundário em lagoas biológicas.

Entre os programas ambientais da Companhia está o Projeto Sangue Bom, que prevê a coleta e destinação adequada do sangue bovino proveniente do processo de sangria para industrialização, otimizando a operação das ETEs. O sangue recolhido é vendido à indústria especializada para extração de plasma.

 

A Estação de Tratamento da unidade de Araguaína, por exemplo, recebeu em setembro de 2013 efluentes brutos com carga orgânica equivalente ao esgotamento doméstico produzido por uma população de 135.230 habitantes (Equivalente Populacional). Após tratamento físico-químico e biológico, a carga orgânica foi reduzida em 98,54%, equivalente à produzida pelo esgotamento doméstico gerado por uma população de 1.969 habitantes. (GRI-EN21)

Vista aérea da Minerva Indústria e Comércio de Alimentos, em Rolim de Moura (RO), com destaque para as lagoas de tratamento de efluentes.

 

Todas as unidades operam com meta de redução de 80% da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), que é a medida de carga orgânica dos efluentes líquidos. Trata-se de uma exigência da maioria dos Estados, apesar de a Resolução 430 do Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente ter estabelecido o limite nacional em 60%.

A Companhia descartou em 2013 um volume total de 4.518.690 m³ de efluentes tratados de acordo com os padrões exigidos na legislação vigente, em suas unidades industriais no Brasil. (GRI-EN21)

Tratamento dos efluentes em Araguaína reduziu a carga orgânica em 98,54%


A DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS

Reciclagem e reutilização são aplicadas nas unidades industriais

 

Todos os resíduos sólidos gerados nas unidades da Minerva são separados de acordo com as classes, e corretamente destinados (veja tabela). (GRI-EN22)

DESTINAÇÃO DE CADA TIPO DE RESÍDUO


Tipo de resíduo
Classe
Tipo de Destinação

Embalagens plásticas em geral, plásticos duros, papel/papelão, Sucata metálica (ferro, inox, cobre, alumínio, etc) (kg
Classe II B
Reciclagem

Cinza da caldeira e resíduos peneira linha verde - rúmen (kg)
Classe II A
Incorporação em solo agrícola

Entulho de construção (kg)
Resíduos especiais
Disposição em aterro especializado

Lâmpada fluorescente e pilhas e baterias (unidades)
Classe I
Descontaminagem/ Reciclagem

Lodo tridecanter, restos orgânicos refeitório e rejeitos (kg)
Classe II A
Graxaria

Óleo usado (l)
Classe I
Rerefino

Resíduos peneira linha vermelha (kg)
Classe II A
Graxaria

Sebo Ácido Tridecanter (l)
Classe II A
Queima em caldeira

Os recicláveis – principalmente plástico, sucata metálica, papelão e papel – são vendidos para empresas licenciadas, gerando receita para a Companhia. Em 2013, foram recicladas mais de 1.970 toneladas de resíduos sólidos nas unidades industriais, representando um aumento de 1,6% do volume comparado ao ano de 2012. O custo para coleta, tratamento e disposição final adequada foi de mais de R$ 265 mil.(GRI-EN2; GRI-EN22)

Há geração de resíduos Classe I (perigosos) nas áreas de manutenção, enfermaria e laboratórios. Enviados para empresas licenciadas (com transporte próprio e adequado), recebem destinação ambientalmente adequada, devidamente certificada. Os resíduos oleosos que têm origem nas oficinas mecânicas das unidades industriais são vendidos para rerrefino ou queimados nas caldeiras. (GRI-EN24)

O óleo advindo das estações de tratamento, utilizado nas caldeiras como combustível alternativo, reduz o consumo de material lenhoso bem como o volume de rejeitos enviado para aterros industriais, garantindo o aproveitamento dos subprodutos e maior sustentabilidade da operação. (GRI-EN26)

 Processos de reciclagem de materiais são largamente utilizados nas unidades da Minerva

 

RESÍDUOS RECICLADOS (em Kg)


Unidade
2013
2012
2011

Araguaína
35.167
42.958
60.047

Barretos
615.150
709.440
640.740

Batayporã
175.247
132.835
136.193

Campina Verde
83.198
102.796
137.523

José Bonifácio
405.035
425.971
373.390

Palmeiras de Goiás
490.270
415.244
449.843

Rolim de Moura
166.675
110.561
67.001

Total
1.970.742
1.939.805
1.864.737

 
 

INVESTIMENTOS NA MELHORIA DOS PROCESSOS (em R$)


Programa
Objetivo
Início
Abrangência (Público Atendido)
Investimento Específico (R$)
2013
2012
Resultados Obtidos
2013

Monitoramento de efluente líquido
Monitoramento da qualidade do efluente
Metodologia mensal padronizada a partir de Jan/2011
Todas as unidades de produção
R$102.624,02
R126.000,00
Com o acompanhamento de eficiência dos sistemas de tratamento, pode-se observar como está o tratamento, podendo tomar medidas imediatas para a melhoria do sistema.

Monitoramento de efluente líquido
Monitoramento da qualidade das emissões de fontes estacionárias (caldeiras)
De acordo com condicionante específica para cada Licença de Operação
Unidades: Batayporã, Campina Verde e José Bonifácio
R$ 32.900,00
R$ 27.500,00
Análises realizadas para monitoramento e atendimento à Resolução Conama 382/2006 e 436/2011

Custo com PCA, RCA, PRUA etc. (*)
Atendimento legal
De acordo com processo de licenciamento, ampliação ou renovação
Campina Verde, José Bonifácio E Rolim de Moura
 
R$ 95.500,00
 

Custo com destinação de resíduos
Atendimento legal
 
Todas as unidades
R$ 265.875,43
 
Os resíduos foram descartados em aterros licenciados, não comprometendo a qualidade de ar, solo e água.

Totais
R$ 401.399,45
R$ 249.000,00
 

 

* PCA – Plano de Controle Ambiental. RCA – Relatório de Controle Ambiental. PRUA – Plano de Redução de Uso da Água.

 Unidade de José Bonifácio (SP) possui sistema de monitoramento das emissões atmosféricas

 

EMISSÕES ATMOSFÉRICAS

A Minerva investe em monitoramento de emissões atmosféricas, como parte da política de sustentabilidade. As plantas de Batayporã, Campina Verde e José Bonifácio possuem monitoramento da qualidade das emissões atmosféricas de fontes estacionárias (caldeiras, que queimam lenha de eucalipto ou de madeira com origem certificada). A medição direta verificou que foram respeitados os padrões exigidos pelas resoluções Conama 382/2006 e 436/2011. Para a realização da aferição nessas unidades, em 2013, a Companhia investiu R$ 32,9 mil. (GRI-EN30)

MITIGAÇÃO

Como ação conjunta de mitigação das emissões e de conscientização dos colaboradores, na Semana do Meio Ambiente de 2013 foram feitos plantios de mudas nativas nas unidades de Batayporã, Campina Verde, Araguaína e Palmeiras de Goiás.(GRI-SO1; GRI-EN26)

 

INVESTIMENTO EM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Unidades são responsáveis pela gestão do recurso

Em 2012, esse consumo havia sido de 516.103 Gigajoules, uma diferença de 5% se comparado a 2013. (GRI-EN3; GRI-EN5; GRI-EN7)

A energia consumida nas diversas unidades é comprada no mercado livre. Cabe à administração de cada unidade fazer a gestão desse recurso, prestando contas do custo do quilowatt/ hora por quilo de carne produzido. Integra a política da Companhia investir em equipamentos e tecnologias que consomem menos energia.

O consumo de energia elétrica em 2013 foi de 543.298 Gigajoules nas unidades industriais da Minerva no Brasil, mais uma no Paraguai e uma no Uruguai. Em 2012, esse consumo havia sido de 516.103 Gigajoules, cerca de 5% menor que o de 2013. (GRI-EN3; GRI-EN5; GRI-EN7)

A Companhia gera energia indireta – o vapor utilizado em seu processo produtivo – nas Unidades Palmeiras de Goiás/GO, José Bonifácio/SP, Araguaína/TO e Batayporã/BP, por meio da queima, nas caldeiras, do sebo ácido proveniente do processo físicoquímico do tratamento de efluentes. Em 2013, a Companhia queimou 3.347.472 litros de sebo ácido, gerando 33.772,647 t de vapor nessas unidades. (De cada litro de sebo resultam em média 11,21 quilogramas de vapor). (GRI-EN4)

A usina da Minerva Biodiesel fica na unidade de Palmeiras de Goiás
 

PRODUÇÃO DE BIODIESEL É INDEPENDENTE

Divisão compra oleaginosas de agricultores familiares

 

A Companhia investe na produção de biodiesel, considerado fonte de energia renovável em substituição a combustíveis derivados de petróleo. A Minerva Biodiesel aproveita o sebo bovino proveniente das fábricas de subprodutos ou “graxarias” de frigoríficos, o que agrega valor ao subproduto animal, ao convertê-lo no combustível renovável. (GRI-EN6)

A divisão Minerva Biodiesel compra o sebo das unidades industriais da própria Companhia a preços de mercado, no modelo mais conveniente para o próprio negócio – operação independente, iniciada em 2011. Confirmando essa independência, a divisão adquiriu a matéria-prima também de outras fontes em 2013.

Além do sebo, a usina Minerva Biodiesel processa matériasprimas complementares (soja, amendoim e pinhão manso) que adquire de agricultores inscritos no Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, aos quais fornece assistência técnica e capacitação para produção das oleaginosas.

Em consequência dessa ação, a Companhia recebeu em 2012, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o direito de uso do Selo Combustível Social, que lhe confere a qualificação de promotora da inclusão social. Já em 2013, a Companhia adquiriu soja de 3.555 agricultores familiares dos Estados de Goiás e Rio Grande do Sul, em atendimento ao percentual mínimo de aquisição de matériaprima originada na agricultura familiar definido para manutenção do Selo Combustível Social, conforme Portaria n. 60/2012 do Ministério do Desenvolvimento Agrário. (GRI-SO 19).

ANP FAZ LEILÕES

Toda a produção de biodiesel do País é monitorada pela ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – e disponibilizada em leilões promovidos pela própria Agência.